segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Entrevista com Belarmino Treizoitão

Entrevista com Belarmino Treizoitão,
O traficante de estimação,
de vez em quando ele é agiota,
mas o tempo todo é um idiota!

Belarmino, um livro.
- Onde? Cadê?

Não! É prá citar um livro que você já leu.

- Ah! Pode passar essa?

Então, um filme.
- Ôsh! Tinha aquele filme do cara que cheirava uma montanha de pó
e depois mandava bala em todo mundo, muito loco o negócio! Muita bala! Muita bala, e muito pó, Mané!



Um ditado.
- Do pó viemos e ao pó voltaremos. E já que vamos voltar ao pó, na minha mão é mais barato!

Um ídolo.
- Essa é fácil. O cara do filme que eu falei que cheirava uma montanha de pó e depois mandava bala em todo mundo, muito loco o negócio! Muita bala! Bala prá dedéu!

Uma música.
- Porra, Mané! D-2! D-2! Dig Dig Dig!!! Quando fumo marijuana, ows, como eu fico chapado!

Supondo que Deus exista e que você chegue ao paraíso,
o que você gostaria de ouvir dele?

- Belarmino, eu sou o caminho e a vida, mas você foi o atalho!

Rave




Fui numa rave com o Zé Dió!
O coitado ficou de dar dó!
E tomamos cachaça com um negócio misturado,
que eu achei que o Zé ia ser internado!
E o Zé entrou tanto no clima da festa
que na caixa de som batia a testa!
Hí! Hí! Hí! Foi o maior sarro!
Ele dançou até com o alarme do carro!
E, de repente o Zé tinha sumido,
e lá em cima do palco ele tinha subido!
- Zé, o que você tá fazendo?
- Uai, Mané, tô aquí mexendo!
Sei lá que botão que o danado apertou
e, de repente, um som estranho começou.
Parecia mais um liquidificar quebrado,
mas o povo, doido de pedra, tinha adorado!
E o Zé, todo aloprado, apertou outro botão
e aí começou a fazer espuma de sabão!
E enquanto aquele povo doido se sacudia
o Zé foi apertando tudo o que podia.
De repente, silêncio! – o som parou!
- Xíí, Mané, acho que o negócio pifou!
Se o Zé não tivesse se mandado
a essa hora estaria esfolado!
Hí! Hí! Hí!
- Sexta a gente volta lá!