
E se…
E se naquele dia eu tivesse me revoltado e fugido da pré-escola,
abandonado a fralda suja no jardim,
jogado a chupeta no lixo e quebrado a minha mamadeira?
E se eu tivesse desobedecido minha mãe
e não tivesse medo do “homem do saco”?
E se a cuca não viesse me pegar?
E o tal boi da cara preta, será que ele pegava mesmo
as crianças com medo de careta?
E se, antes de tudo isso ainda,
eu tivesse me recusado a nascer,
ficasse ali, segurando uma das trompas de falópio,
me agarrasse no esôfago,
ou quem sabe me abraçasse no pâncreas,
ou emperrasse o pé no duodeno?
Ou, muito antes ainda, se eu tivesse deixado
outro espermatozóide chegar em primeiro?
Hí! Hí! Hí!
E se ...?
Uêxa! Pensou?
E se naquele dia eu tivesse me revoltado e fugido da pré-escola,
abandonado a fralda suja no jardim,
jogado a chupeta no lixo e quebrado a minha mamadeira?
E se eu tivesse desobedecido minha mãe
e não tivesse medo do “homem do saco”?
E se a cuca não viesse me pegar?
E o tal boi da cara preta, será que ele pegava mesmo
as crianças com medo de careta?
E se, antes de tudo isso ainda,
eu tivesse me recusado a nascer,
ficasse ali, segurando uma das trompas de falópio,
me agarrasse no esôfago,
ou quem sabe me abraçasse no pâncreas,
ou emperrasse o pé no duodeno?
Ou, muito antes ainda, se eu tivesse deixado
outro espermatozóide chegar em primeiro?
Hí! Hí! Hí!
E se ...?
Uêxa! Pensou?
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