segunda-feira, novembro 10, 2008

Zé Dió, ressaca em alto mar


Mas não é que o Zé Dió aprontou mais uma?
Passou o fim de semana bebendo no litoral, e achou que tinha ido parar numa nave espacial!
Ele dormiu em cima de um conteiner no porto,
teve neguinho que achou até que ele estava morto.
E a carga era de folha de fumo para exportar e o Zé só acordou quando o navio estava em alto mar.
Hí! Hí! Hí!
E aí, o Zé de ressaca, não entendeu o que estava acontecendo,
se era a cabeça que tava virando ou o chão que tava mexendo!
- Valha-me, minha nossa senhora, me tira dessa desgraça!
Será que o mundo tá acabando ou ainda é efeito da cachaça?
- Mané, naquela hora minha visão sumiu!
Só depois é que descobrí que estava no porão do navio!
- E quando é que você descobriu o engano?
- Só na hora que eu ví os marcianos!
- Uêxa! E tinha mesmo marciano?
- Tinha nada, era um monte de coreano!
Ô gente feia, parecia até o filho do capeta,
por isso achei que eram de outro planeta!
Hí! Hí! Hí!

Dúvidas...

Ô dúvida insana!
Vou trabalhar ou nem saio da cama?
Não sei se me revolto e parto prá luta armada,
ou então me acalmo e levo uma vida sossegada.
Será que é melhor sair e botar fogo no puteiro,
ou ficar em casa vendo televisão o dia inteiro?
Ô dúvida cruel!
Tomo um sorvete ou como um pastel?
Arrumo uma namorada certinha e vou casar,
ou eu pego uma puta depravada só prá transar?
Ô dúvida maldita!
Não sei se ela me ama ou se só me excita!
Será paixão ou é só porque a bunda é bonita?
Vou prá academia, malhar prá aumentar a massa,
ou atravesso a rua e encho a cabeça de cachaça?
Ô dúvida danada!
Arrumo o quarto ou não faço nada?
Fico em casa ou vou prá balada?
Será que eu concordo com tudo e ainda faço um elogio,
ou meto o pé na porta e mando prá puta que pariu?
Ô dúvida lazarenta!
Fico em paz ou arrumo encrenca?
Eu ponho açúcar ou encho de pimenta?

Macumba Pós-Moderna

Pai Otávio de Capslock, ele,
a besta do apocalipse do meio-dia,
“O Gênio da Macumba Cibernética”,
o primeiro pai de santo a ler búzios pela internet,
aquele que dá um passe e aplica um anti-virus,
essa grande figura que quase virou uma lenda viva
porque quase ajudou um famoso deputado quando quase
provou que ele roubou em legítima defesa,
pois bem, esse obtuso místico da ala mais progressiva do retrocesso
apresenta a sua mais nova criação, o HTSW (High Tech Spiritual Work),
trabalho de encruzilhada de alta tecnologia.
- Mané, a Macumba pós-moderna não comporta mais esses lances de acender vela,
colocar garrafa de cachaça, acender charuto. O mundo evoluiu!
-Uêxa! É mesmo Seo Capslock?
- Prá agradar as entidades tem que colocar um Iphone, um Mp3, até um notebook o santo aceita.
- Tá assim, agora?
- Mané, que santo vai querer um prato de farofa?
- E galinha, Seo Capslock? Ainda usa?
- No máximo um Mc-Chicken, Mané!
Hí! Hí! Hí!

quarta-feira, agosto 06, 2008

A freirinha, de novo!


A Irmã Assunta Conceição,
a religiosa sem vocação,
aquela freirinha estressada,
que sai do convento feito doida
correndo atrás da molecada,
e que perde a estribeira,
fica puta da vida
e xinga o japonês da feira,
e que nem tem mais pavio,
pois já mandou até o bispo
prá puta que o pariu,
essa figura que ninguém acreditaria,
que no passado vivia só na putaria,
quase matou um cachorro na escadaria!
- Ô bicho lazarento,
veio cagar bem na porta do convento!
O coitado levou uma vassourada,
que foi parar no outro lado da calçada!
- Sai daquí, filho da puta, purguento!
Vai fazer isso lá no seu apartamento!
E a dona do pobre animal
percebeu que o cachorro não tá mais normal.
- Irmã, em frente a igreja meu cãozinho geme!
- Minha filha, esse é um lugar que todo pecador teme!
- Mas será que alguma coisa aconteceu?
- Vai ver ele sentiu o grande poder de Deus!
Hí! Hí! Hí!

Falta de sexo!


- Doutor, eu não tô muito legal,
acho que é falta de vitamina
ou a pressão tá anormal!
Me dá aí um sedativo ou
me interna no hospital!


É só ver mulher na rua
que começa a tremedeira,
imagino ela nua
e mais um monte de besteira!

- Mané, não é nenhuma doença
e também nenhum complexo,
acho que o seu problema
é só mesmo falta de sexo!

- Bom, esse fato é inegável,
e até mesmo lamentável,
mas o que eu posso fazer
se eu só tenho uma boneca inflável?

- Prô seu drama resolver,
vou fazer tudo que puder,
só não vai acontecer
de eu virar sua mulher!

- Doutor, não imaginei essa asneira,
mas prá falar a verdade
eu simpatizei mesmo
foi com a sua enfermeira!
Será que ela topa
um plantão na quarta-feira?

Hí! Hí! Hí!

Eu tenho uma tara e vou ser franco:
se tem uma coisa que me atrai
é mulher vestida de branco!

Coisas...


Aquí no presente do indicativo,
tenho me dedicado ao futuro do subjuntivo,
sem saber se um dia chegarei ao imperativo afirmativo!
O futuro, assim como o sutiã da tia Zuleika, não será um lugar justo!
Esse tal futuro, incerto e assombroso, e até misterioso,
onde reinam o imenso desconhecido e a infinita ignorância,
é tal e qual um dente do siso, que vem para nos incomodar,
mas também pode deixar alguns pobres banguelas felizes.
Afinal, um dentão na boca de um banguelão ... é um dentão!
Tem muita coisa que talvez nunca saberemos:
- Da onde viemos?
- Existe vida após a morte?
- Prá onde foi o padre com os balões?
- O que é essa mancha amarela na minha cueca?
E o melhor lugar no futuro não estará reservado para os bons,
mas para os que pagarem mais pelo ingresso que o cambista arranjar.
Assim como a bicicleta ergométrica sempre será um jeito rápido de não ir a lugar nenhum,
fazendo o maior esforço possível.
Hí! Hí! Hí!

domingo, março 30, 2008

Capslock, meu gurú!




Pai Otávio de Capslock, o gênio da macumba cibernética, autor do primeiro tratado de E-Religião Multimídia, “Ogum-XP, Baixando sem Fio”,
o livro mais lido da Rua dos Nibelungos 147, fundos,
(por coincidência, o endereço da casa dele),
comenta alguns tópicos de seu livro:


"Eu não paguei nada mas tô tentando receber o trôco!"
- Olha, esse capítulo é um alerta sobre a nossa necessidade
de levar vantagem em tudo, e que
em terra de sapo mosquito não dá rasante, sacou?


"Pequeno, olhai para o lado da luz, mas não se esqueça dos óculos escuros!"
- Mané, a fé é cega! É preciso ficar alerta, mano! Os falsos profetas tão pela aí!


"As coisas vão mudar, mas vai continuar tudo como sempre!"
- Aí já fala por sí só, né, não?


"Vou comprar goiabada em pó prá comer com queijo ralado!"
- Metafísica pura, Grandão! É o paradoxo dos antagônicos
se opondo entre os contrários, entendeu?

- Não!
Hí! Hí! Hí!

Belarmino Treizoitão, a verdadeira história


Pouca gente sabe, mas Belarmino não nasceu Belarmino.
Parido na favela do Furúnculo, foi para o
Reformatório Infantil Esquecidos Por Deus.
Adotado por Albery e François, um casal de franceses gays, foi levado para a França, onde serviu de modelo para um calendário pornô mirim.
Batizado de Claude Belarmine Trésoiteaux,
estudou no Collège des Dames de St. Augustin.
Quando os pais foram presos por pedofilia (Pédophilie? Nous?), ele foi deportado para o Brasil.
Aquí, para sobreviver, parou de falar francês (Dieu vous aide!), deixou de comer Coquilles Saint-Jacques e tomar vinho Baron Darignac.
Fez cara feia, subiu o morro, largou suas camisas Lacoste para trás, aprendeu a cuspir (bizarre!) e começou vida nova!
Mas, de vez em quando ele ainda suspira em francês:
- Mon Dieu, que vie folle! (meus deus, que vida louca!)
Hí! Hí! Hí!
Belarmine Trésoiteaux!
Nosso traficante de estimação!

A Freirinha Estressada, de novo!


Lembra dela?
Irmã Assunta Conceição,
que já foi Sheyla, Rebecca e Rita Terezão?
Era garota de programa, mas largou a prostituição,
tentou de tudo, mas não teve opção,
foi parar no convento, mesmo sem ter vocação!
Pois a freirinha estressada
foi na feira, comprar verdura
prá fazer uma salada.
E uma mãe falou prá sua filhinha:
- Vai lá! Beija a mão da freirinha!
- Vai beijar bosta nenhuma, ô assanhada!
E se essa menina estiver contaminada?
Até o japonês do tomate ficou revoltado:
- Ô irmã, isso que a senhora fêz é um pecado!
- Pecado é o preço desse tomate estragado!
- Não dói na sua consciência armar barraco?
- Dói muito menos que um chute no saco!
- Meu Deus do céu, onde é que já se viu?
- Quer saber? Vai todo mundo prá puta que pariu!
Hí! Hí! Hí!
A Irmã Assunta sempre apronta,
foi-se embora prô convento
e nem pagou a conta!
Hí! Hí! Hí!

Zé Dió


Ave, meus Pequenos!
Que aquele ser superior que olha por todos nós esteja em paz!
(Tô falando do síndico do meu condomínio!
O filhodaputa pensa que é uma entidade superior!)
E o Zé Dió, aquele cara bacana,
que toma cachaça com mel e amburana,
outro dia experimentou uma pinga pernambucana
pegou uma carona e foi parar na selva colombiana!
- Mané, a coisa lá tá muito feia, um desconforto!
Tão matando gente, violentando as mulheres,
e ás vezes até estuprando quem já estava morto!
E um chefão me perguntou se eu queria uma branquinha,
eu falei que sim, achando que era uma caninha,
mas o colombiano me deu foi um monte de farinha!
- E aí, Zé Dió, o que é que você fez com essa parada?
- Eu? Ví um rio e joguei alí mesmo, na beirada!
- Deve ter matado metade do rio!
- Não, mas as piranhas pareciam que tavam no cio!
Mané! Você não imagina o que aquilo provoca!
Tinha jacaré achando que tava surfando na pororoca!
Hí! Hí! Hí!

Paciência



É preciso ter paciência, né, não, Pequenão?
Bom, pelo menos é o que falava minha avó,
a Grande Manuella, antes de atacar o peixeiro da feira
com uma posta de cação porque discordou do preço!
Mas não é sempre que a gente tem essa paciência toda.
E, as vezes, dá uma vontade de pegar um imbecil,
passar por cima com um rolo compressor, depois sapatear em cima,
e sacudir o infeliz, voltar a sapatear mais um pouco e
voltar de marcha a ré com o rolo compressor.
Mas só um pouquinho!
Hí! Hí! Hí!
Mas é preciso ter paciência, né?
E sobretudo, como o Mané já falou antes,
é preciso perdoar aqueles que nos ofendem,
afinal, se eles nos conhecessem de verdade nos odiariam muito mais,
porque deve ser chato ser bom que nem nós, né, não?!
Hí! Hí! Hí!
Eita saudades da Dona Deoclécia, que subornava a gente com danoninho
prá obter uns favores sexuais!
Hí! Hí! Hí!

Parkinson


Nós estamos igual ao cara que pulou do avião,
aquele que se esqueceu do paraquedas
e ainda pensa numa solução:
- Até aquí tá tudo maneiro,
mas espero que lá embaixo
eu ainda chegue inteiro!
Hí! Hí! Hí!
Não quero estragar seu dia,
e nem desejo seu mal,
mas nesse caso a gente devia
começar a ler o livro pelo final!
Está pegando fogo lá no porão
e nós discutindo a decoração!
A casa se incendiando
e em vez da gente apagar
ficamos vendo que a cor da cortina
não combina com a cor do sofá!
Modeus, que fim que nós vamos ter?
Um ataque, um câncer ou um AVC?
Vou ter Alzheimer e tudo esquecer
ou terei Parkinson e só vou tremer?
Perguntei prô Zé Dió o que é que ele mais temia,
e ele falou que era essa doença que a mão mexia:
- Mané, esse troço é uma porcaria,
você mira no vaso mas faz xixí na pia!
- Mas é melhor ter Alzheimer, com certeza!
Porque é melhor esquecer de pagar a conta,
do que derrubar a minha cerveja!
Hí! Hí! Hí!