domingo, março 30, 2008

Capslock, meu gurú!




Pai Otávio de Capslock, o gênio da macumba cibernética, autor do primeiro tratado de E-Religião Multimídia, “Ogum-XP, Baixando sem Fio”,
o livro mais lido da Rua dos Nibelungos 147, fundos,
(por coincidência, o endereço da casa dele),
comenta alguns tópicos de seu livro:


"Eu não paguei nada mas tô tentando receber o trôco!"
- Olha, esse capítulo é um alerta sobre a nossa necessidade
de levar vantagem em tudo, e que
em terra de sapo mosquito não dá rasante, sacou?


"Pequeno, olhai para o lado da luz, mas não se esqueça dos óculos escuros!"
- Mané, a fé é cega! É preciso ficar alerta, mano! Os falsos profetas tão pela aí!


"As coisas vão mudar, mas vai continuar tudo como sempre!"
- Aí já fala por sí só, né, não?


"Vou comprar goiabada em pó prá comer com queijo ralado!"
- Metafísica pura, Grandão! É o paradoxo dos antagônicos
se opondo entre os contrários, entendeu?

- Não!
Hí! Hí! Hí!

Belarmino Treizoitão, a verdadeira história


Pouca gente sabe, mas Belarmino não nasceu Belarmino.
Parido na favela do Furúnculo, foi para o
Reformatório Infantil Esquecidos Por Deus.
Adotado por Albery e François, um casal de franceses gays, foi levado para a França, onde serviu de modelo para um calendário pornô mirim.
Batizado de Claude Belarmine Trésoiteaux,
estudou no Collège des Dames de St. Augustin.
Quando os pais foram presos por pedofilia (Pédophilie? Nous?), ele foi deportado para o Brasil.
Aquí, para sobreviver, parou de falar francês (Dieu vous aide!), deixou de comer Coquilles Saint-Jacques e tomar vinho Baron Darignac.
Fez cara feia, subiu o morro, largou suas camisas Lacoste para trás, aprendeu a cuspir (bizarre!) e começou vida nova!
Mas, de vez em quando ele ainda suspira em francês:
- Mon Dieu, que vie folle! (meus deus, que vida louca!)
Hí! Hí! Hí!
Belarmine Trésoiteaux!
Nosso traficante de estimação!

A Freirinha Estressada, de novo!


Lembra dela?
Irmã Assunta Conceição,
que já foi Sheyla, Rebecca e Rita Terezão?
Era garota de programa, mas largou a prostituição,
tentou de tudo, mas não teve opção,
foi parar no convento, mesmo sem ter vocação!
Pois a freirinha estressada
foi na feira, comprar verdura
prá fazer uma salada.
E uma mãe falou prá sua filhinha:
- Vai lá! Beija a mão da freirinha!
- Vai beijar bosta nenhuma, ô assanhada!
E se essa menina estiver contaminada?
Até o japonês do tomate ficou revoltado:
- Ô irmã, isso que a senhora fêz é um pecado!
- Pecado é o preço desse tomate estragado!
- Não dói na sua consciência armar barraco?
- Dói muito menos que um chute no saco!
- Meu Deus do céu, onde é que já se viu?
- Quer saber? Vai todo mundo prá puta que pariu!
Hí! Hí! Hí!
A Irmã Assunta sempre apronta,
foi-se embora prô convento
e nem pagou a conta!
Hí! Hí! Hí!

Zé Dió


Ave, meus Pequenos!
Que aquele ser superior que olha por todos nós esteja em paz!
(Tô falando do síndico do meu condomínio!
O filhodaputa pensa que é uma entidade superior!)
E o Zé Dió, aquele cara bacana,
que toma cachaça com mel e amburana,
outro dia experimentou uma pinga pernambucana
pegou uma carona e foi parar na selva colombiana!
- Mané, a coisa lá tá muito feia, um desconforto!
Tão matando gente, violentando as mulheres,
e ás vezes até estuprando quem já estava morto!
E um chefão me perguntou se eu queria uma branquinha,
eu falei que sim, achando que era uma caninha,
mas o colombiano me deu foi um monte de farinha!
- E aí, Zé Dió, o que é que você fez com essa parada?
- Eu? Ví um rio e joguei alí mesmo, na beirada!
- Deve ter matado metade do rio!
- Não, mas as piranhas pareciam que tavam no cio!
Mané! Você não imagina o que aquilo provoca!
Tinha jacaré achando que tava surfando na pororoca!
Hí! Hí! Hí!

Paciência



É preciso ter paciência, né, não, Pequenão?
Bom, pelo menos é o que falava minha avó,
a Grande Manuella, antes de atacar o peixeiro da feira
com uma posta de cação porque discordou do preço!
Mas não é sempre que a gente tem essa paciência toda.
E, as vezes, dá uma vontade de pegar um imbecil,
passar por cima com um rolo compressor, depois sapatear em cima,
e sacudir o infeliz, voltar a sapatear mais um pouco e
voltar de marcha a ré com o rolo compressor.
Mas só um pouquinho!
Hí! Hí! Hí!
Mas é preciso ter paciência, né?
E sobretudo, como o Mané já falou antes,
é preciso perdoar aqueles que nos ofendem,
afinal, se eles nos conhecessem de verdade nos odiariam muito mais,
porque deve ser chato ser bom que nem nós, né, não?!
Hí! Hí! Hí!
Eita saudades da Dona Deoclécia, que subornava a gente com danoninho
prá obter uns favores sexuais!
Hí! Hí! Hí!

Parkinson


Nós estamos igual ao cara que pulou do avião,
aquele que se esqueceu do paraquedas
e ainda pensa numa solução:
- Até aquí tá tudo maneiro,
mas espero que lá embaixo
eu ainda chegue inteiro!
Hí! Hí! Hí!
Não quero estragar seu dia,
e nem desejo seu mal,
mas nesse caso a gente devia
começar a ler o livro pelo final!
Está pegando fogo lá no porão
e nós discutindo a decoração!
A casa se incendiando
e em vez da gente apagar
ficamos vendo que a cor da cortina
não combina com a cor do sofá!
Modeus, que fim que nós vamos ter?
Um ataque, um câncer ou um AVC?
Vou ter Alzheimer e tudo esquecer
ou terei Parkinson e só vou tremer?
Perguntei prô Zé Dió o que é que ele mais temia,
e ele falou que era essa doença que a mão mexia:
- Mané, esse troço é uma porcaria,
você mira no vaso mas faz xixí na pia!
- Mas é melhor ter Alzheimer, com certeza!
Porque é melhor esquecer de pagar a conta,
do que derrubar a minha cerveja!
Hí! Hí! Hí!