domingo, dezembro 20, 2009

Nova religião


Pai Otávio de Capslock,
“O Gênio da Macumba Cibernética”
o ícone da credibilidade imbecíl,
o obtuso místico da ala mais progressiva do retrocesso,
o gurú do improvável, vem com mais uma idéia lamentável:
- Mané, vou fazer um troço muito maneiro,
tô promovendo uma nova religião,
vou ganhar rios de dinheiro,
inventei a Vinda do Jesus Mineiro!
- Como é que é, Seo Capslock? Vinda do Jesus Mineiro?
Ué, você não era macumbeiro?
- Sou Mané, mas o lance é financeiro.
O novo profeta virá de Minas Gerais, vai ser um brasileiro,
filho de uma lavadeira e o pai será um queijeiro!
E ele vai chegar prá livrar a gente do desespero!
- Mas, Seo Otávio, esse santo é milagreiro?
- Não, meu queridão, ele será mais um caloteiro,
mas esse povo besta vai achar que é verdadeiro!
- Mané, a missa vai ser do jeito que eu planejo,
só que em vez de hóstia, vai ter pão de queijo!
E no lugar da água benta sagrada,
vai ter cachaça engarrafada!

Conselhos...


Eu não estou entendendo mais nada,

mas não estou entendendo de um jeito assim muito interessante, sabe?

Hí! Hí! Hí!

Coisa, né?

Mas até que está indo tudo muito bem!

Melhor que isso, só se eu motorizar a minha bicicleta ergométrica!

Felicidade é um troço muito pessoal,

o que é bom prá você

prá mim pode não ser legal,

e o que você acha ruim

prá mim é genial!

Well, consultando aqui o “Manual Para As Pessoas Serem Felizes”,

eu lí num capítulo que para ser feliz tem algumas premissas básicas:

- Não pode levar tudo na brincadeira.

- Nem levar tudo a sério.

- Não pode amar demais.

- Nem de menos.

- Nunca beba demais.

- Mas não beba de menos.

- Cuidado com os grandes vícios.

- Cuidado com os pequenos vícios.

E, finalmente:

Nunca, jamais, em hipótese alguma (e isso é muito sério!), não compre um ornitorrinco empalhado

para enfeitar a sua sala de estar.

É cafona e não vai trazer a felicidade.

Nem para você e muito menos para o infeliz do ornitorrinco!

Hí! Hí! Hí!

O futuro está chegando



O futuro está chegando, mon petit!
E eu já me imagino como estarei nesse futuro do subjuntivo,
quando não estiver mais vivo, e ficar totalmente inativo!
Até consigo imaginar a hora e o local,
onde acontecerá a minha hora fatal.
Serei descoberto embaixo dos escombros de um puteiro,
chamado Bete Cuscus, em Terezina, após meses de buscas,
devido a um terremoto.
Estranhamente o terremoto foi só no puteiro.
Sobre o meu corpo serão encontrados também os cadáveres
de Edivânia, de Deolinda, de Alma de Vera, e também da Lenilza.
O corpo de um rapaz mais novo será o do menino que trouxe a cachaça,
não tirem conclusões precipitadas, tenham respeito!
E o bode no canto do quarto fazia parte da decoração, só isso!
E eu estarei com um sorriso enigmático no rosto,
certo de que a casa caiu porque "eu sou foda, mesmo!"
Hí! Hí! Hí!
"Aquí jaz o Grande Mané Branco,
O inventor do bonsai gigante!"
Só lembrando mais uma vez:
O futuro está chegando, meus queridos!
Hí! Hí! Hí!